17 jun A importância da medição de gás para as petrolíferas
O gás natural e o GLP (gás liquefeito de petróleo) ocupam um papel estratégico na matriz energética e no futuro da transição energética global. Para as petrolíferas, além de representarem uma fonte relevante de receita e um subproduto valioso da produção de petróleo, o gás natural e o GLP exigem controle preciso em todas as etapas da cadeia, da extração ao fornecimento. É nesse cenário que a medição de gás ganha destaque como elemento fundamental para a eficiência, segurança e rentabilidade das operações.
O papel das petrolíferas na cadeia do gás natural e GLP
As petrolíferas estão presentes em todas as fases da cadeia do gás: na exploração e produção, no processamento e armazenagem e, até mesmo, na comercialização e distribuição. No Brasil, esse protagonismo é evidente. A Petrobras, por exemplo, foi responsável por cerca de 91% da produção de gás natural do país em janeiro de 2025, com média de 160,7 milhões de metros cúbicos por dia, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além disso, cerca de 78% da produção nacional de gás natural está concentrada no pré-sal, especialmente na Bacia de Santos, onde o gás é frequentemente associado ao petróleo. Ou seja, o gás natural não é apenas um subproduto, mas uma frente de negócios consolidada, com infraestrutura dedicada e metas claras de crescimento.
No caso do GLP, embora os volumes sejam menores em comparação ao gás natural, o produto tem alto valor agregado e é essencial para uso residencial e industrial. As petrolíferas não só produzem GLP, como também controlam boa parte da sua cadeia de envase e distribuição, por meio de empresas como Copa Energia, Ultragaz e Supergasbras outras operadoras do mercado.
Relevância do gás natural e do GLP para as petrolíferas
Tanto o gás natural quanto o GLP são ativos estratégicos. O gás natural, por ser uma fonte mais limpa em relação a outros combustíveis fósseis, tem ganhado cada vez mais espaço na geração de energia elétrica, no setor industrial e como alternativa para reduzir emissões. Cerca de 36% do consumo nacional de gás natural é destinado à geração termelétrica e uso industrial, reforçando sua importância energética.
Além disso, a produção de gás vem crescendo ano após ano. Em 2024, o Brasil atingiu uma média de 153 milhões de metros cúbicos por dia, um aumento de 2% em relação a 2023. Isso mostra que o gás é uma fonte de receita cada vez mais relevante, especialmente em momentos de oscilação nos preços internacionais do petróleo.
O GLP, por sua vez, atende diretamente à demanda de milhões de residências, indústrias e estabelecimentos comerciais em todo o país. Sua distribuição em botijões P13 e tanques industriais torna o produto acessível e indispensável, especialmente em regiões onde o gás encanado ainda não está disponível.
Por que medir o gás é tão importante para as petrolíferas?
A medição de gás é um pilar técnico e estratégico dentro das operações de uma petrolífera. Cada metro cúbico conta e precisa ser monitorado com máxima precisão. A seguir, estão algumas das principais razões pelas quais a medição é essencial:
Comercialização justa: a medição garante que o volume de gás produzido, transferido ou vendido esteja correto, evitando perdas financeiras ou divergências contratuais.
Conformidade legal e fiscal: os volumes medidos são usados para cálculo de royalties, impostos e participações especiais. Erros na medição podem gerar multas e prejuízos.
Eficiência operacional: dados precisos de medição ajudam a identificar gargalos, otimizar processos e melhorar a performance dos ativos.
Segurança: monitorar o gás em tempo real permite detectar vazamentos, controlar queimas e evitar acidentes.
Sustentabilidade: com o crescimento de metas ambientais, medir com precisão é fundamental para garantir a reinjeção de gás nos reservatórios, reduzir emissões e implementar práticas como captura e armazenamento de carbono (CCUS).
No Brasil, segundo relatório do World Bank (Global Gas Flaring Tracker), a medição está diretamente ligada à performance, segurança e sustentabilidade das operações. O aproveitamento do gás já alcança patamares superiores a 97%, com queima de apenas 3% a 4% da produção. A reinjeção de gás nos reservatórios, prática utilizada para manter a pressão e maximizar a extração de petróleo, representou 55% do volume produzido em janeiro de 2025. Esses índices refletem a importância de uma medição precisa e eficiente.
Soluções da Aépio para a medição de alta vazão
Para atender às exigências técnicas e operacionais da indústria petrolífera, a Aépio oferece soluções completas em medidores de gás, com precisão e confiabilidade para aplicações industriais. A linha de equipamentos da Aépio contempla equipamentos do tipo rotativo, turbina e ultrassônico, ideais para diferentes perfis de demanda e ambientes.

O medidor rotativo da Aépio (modelos G6 ao G1000) utiliza tecnologia de deslocamento positivo e é indicado para medições industriais de alta vazão com pressão elevada. Oferece vazões de 0,4 m³/h a 1.600 m³/h, com montagem vertical ou horizontal, corpo em alumínio anodizado e compatibilidade com corretores eletrônicos de volume, permitindo conversão de volume real para volume em condições de referência.

O medidor de turbina modelos G40 ao G4000) opera com base na rotação de um rotor proporcional à vazão do gás. É ideal para plantas de energia, estações de transmissão e distribuição, além de aplicações industriais. Possui faixa de vazão de 6,5 m³/h a 6.500 m³/h, corpo em alumínio ou aço carbono, e também permite integração com corretores eletrônicos.

Já o medidor ultrassônico TUS é uma solução de alta tecnologia com múltiplos layouts de trilhas sonoras e sensor de temperatura embutido, garantindo correções automáticas para variações térmicas. Com base nos padrões ISO 17089, AGA9 e GB/T 18604, o equipamento oferece leitura precisa, confiável e estável, sendo indicado para gasodutos de longa distância, redes urbanas de gás, setores industriais e energéticos.
Medir significa operar com excelência
Para as petrolíferas, a medição de gás natural e GLP não é apenas uma exigência técnica, mas uma ferramenta estratégica para a gestão inteligente dos recursos energéticos. Em um cenário de transição energética, crescimento da demanda e aumento das exigências regulatórias e ambientais, medir com precisão significa operar com excelência.
Empresas que investem em tecnologias de medição confiáveis, como as soluções da Aépio, estão mais preparadas para enfrentar os desafios do setor e aproveitar as oportunidades de um mercado cada vez mais competitivo.